Trabajo en Red en Evaluación de Tecnologías Sanitarias (ETS)-20190628 1508-1

Oxytocin in Uniject Disposable Auto-Disable Injection System versus Standard Use for the Prevention of Postpartum Hemorrhage in Latin America and the Caribbean: A Cost- Effectiveness Analysis

Abstract:
Postpartum hemorrhage (PPH) is a leading cause of maternal death. Despite strong evidence showing the efficacy of routine oxytocin in preventing PPH, the proportion of women receiving it after delivery is still below 100%. The Uniject injection system prefilled with oxytocin (Uniject) has the potential advantage, due to its ease of use, to increase oxytocin utilization rates. We aimed to assess its cost-effectiveness in Latin America and the Caribbean (LAC). We used an epidemiological model to estimate: a) the impact of replacing oxytocin in ampoules with Uniject on the incidence of PPH, quality-adjusted life years (QALYs) and costs from a health care system perspective, and b) the minimum increment in oxytocin utilization
rates required to make Uniject a cost-effective strategy. A consensus panel of LAC experts was convened to quantify the expected increase in oxytocin rates as a consequence of making Uniject available. Deterministic and probabilistic sensitivity analyses were performed. In the base case, the incremental cost of Uniject with respect to oxytocin in ampoules was estimated to be USD 1.00 (2013 US dollars). In the cost-effectiveness analysis, Uniject ranged from being cost-saving (in 8 out of 30 countries) to having an incremental cost-effectiveness ratio (ICER) of USD 8,990 per QALY gained. In most countries these ICERs were below one GDP per capita. The minimum required increment in oxytocin rates to make Uniject a cost-effective strategy ranged from 1.3% in Suriname to 16.2%in Haiti. Switching to Uniject could prevent more than 40,000 PPH events annually in LAC. Uniject was cost-saving or very cost-effective in almost all countries. Even if countries can achieve only small increases in oxytocin rates by incorporating Uniject, this strategy could be considered a highly efficient use of resources. These results were robust in the sensitivity analysis under a wide range of assumptions.

The full article is available at the link below:
UNIJECT - Research Article
Destaque 3º post

Juízos de valor em ATS: ainda vivemos a angústia cartesiana?

Em recente estudo publicado no International Journal of Technology Assessment in Health Care, pesquisadores questionam de que forma os juízos de valor impactam na condução das avaliações de tecnologias em saúde (ATS).

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Professor Bjørn Hofmann

 

Intitulado “Revelando e reconhecendo os juízos de valor em ATS”, foi um estudo conduzido pelo grupo do professor Bjørn Hofmann durante um workshop de metodologia em ética para ATS em Colonha, Alemanha, em janeiro de 2012. Durante a atividade diferentes especialistas internacionais em aplicação de tal metodologia em avaliação de tecnologias se reuniram apresentando suas experiências em como as questões de valor eram reconhecidas e manejadas. Visaram identificar os juízos de valor e seu correspondente papel na validade dos resultados em ATS.

 

A importância da realização deste estudo é ratificado pelos resultados do grupo do Dr. Luis Arellano, que identificou que 90% dos 104 especialistas em ATS -que apresentavam publicações entre os anos de 2005 e 2007- reconheciam que as decisões na atenção em saúde envolvem juízo de valor e que, de fato, a análise ética em ATS é importante processo. A despeito disso, para estes ainda não era claro definir qual seria o real papel dos juízos de valor nesse contexto.

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Dr. Luis E Arellano

 

Aliado a esse fator, o ideal de se admitir a presença de influência dos ditos juízos de valor, supostamente, ameaçaria o princípio básico da objetividade científica da ATS, tornando-a subjetiva, relativa e pouco confiável; a denominada “angústia cartesiana”. No entanto, Hofmann et al demonstram que os juízos de valor estão atrelados a etapas cruciais da ATS e, ainda ressaltam que torná-los explícitos pode promover uma avaliação mais transparente e confiável, assim como conduzir a uma tomada de decisão mais efetiva e robusta.

 

Definem que os juízos de valor são aqueles que avaliam o que seria considerado “adequado”. Transpondo este conceito à ATS identificamos que o processo envolve a busca pelo emprego de adequados métodos científicos, visando bons desfechos clínicos e moralmente adequados, de forma a facilitar a tomada de decisões social e economicamente aceitáveis. Durante todo este processo perpassam juízos de valor morais, metodológicos, legais, sociais e econômicos.

 

Encontra-se abaixo o link para acesso ao artigo:

Bjørn Hofmann,Irina Cleemput,Kenneth Bond,Tanja Krones,Sigrid Droste,Dario Sacchini and Wija Oortwijn (2014).
International Journal of Technology Assessment in Health Care, Volume 30, Issue06, December 2014, pp 579-586http://journals.cambridge.org/action/displayAbstract?aid=9625146